Em junho, um engenheiro da Binance baixou, de um site de buscas, um instalador adulterado de uma ferramenta de codificação baseada em inteligência artificial (IA) que continha malware (programa feito para causar danos). O software substituiu componentes legítimos e passou despercebido. Em setembro, outro engenheiro recebeu uma mensagem de um suposto diretor de projeto em uma plataforma de vagas. Ele participou de duas entrevistas, inclusive com um “CEO” fictício, que enviou um arquivo contendo o mesmo malware. O código malicioso foi executado quando o engenheiro instalou o arquivo. Em outubro, os invasores usaram o computador comprometido para acessar, via ferramenta interna de IA, os dispositivos de outros dois engenheiros da equipe de carteira. No dia 29, eles usaram credenciais roubadas para rodar um script que iniciou o roubo de ativos digitais, totalizando cerca de 6,34 bilhões de dólares. A Binance conseguiu congelar parte dos fundos e, até o início de novembro, já havia reconstruído os sistemas afetados, substituído dispositivos e reforçado a segurança com detecção de anomalias baseada em IA.